domingo, novembro 11, 2007

Estatísticas

Por causa de processos de equivalência de alunos Erasmus solicitei aos serviços académicos informação sobre as classificações finais de todas as disciplinas de um dado curso nos últimos três anos. A distribuição de frequência das 5212 classificações é essa aí à esquerda.
Fiquei surpreendido. A minha estatística está um bocado enferrujada, mas tratando-se de tantos estudantes e de tantas disciplinas diferentes, estaria, pelo teorema do limite central, à espera de uma distribuição normal.
Depois olhei melhor e reparei que esta pode ser uma distribuição normal: se a média estiver no 10 ou para trás dele.
Fiquei a pensar nas causas desta distribuição. Se a média estivesse, por exemplo, no 13 ou no 14 e se estendesse para trás até ao 6 ou 7, e os alunos reprovados acabassem depois por passar com 10 ou 11, poderia resultar uma distribuição parecida, mas ainda se reconheceriam duas modas. A bimodalidade só desapareceria se a média original fosse próxima desses valores.
O que se passa num curso em que metade das classificações é de 12 ou inferior? De quem é a culpa de mais de 60% das classificações não chegarem sequer ao Bom (14)?

2 comentários:

Ricardo Cordeiro disse...

Muita festa e pouco estudo... São raras as pessoas, pelo menos as que conheço, que tiram o devido rendimento escolar nessas incursões fora do país. O programa Eramus é uma verdadeira ida para férias.

José N. Azevedo disse...

Estas classificações não são de Erasmus, Ricardo, mas sim dos alunos regulares.

Eu sou um grande apoiante do programa Eramus, por muitas razões, a principal sendo a de proporcionar a oportunidade de estudar num país estrangeiro. Mesmo que o dito "sucesso escolar" diminua, isso é compensado pelo enriquecimento pessoal a muitos níveis.