quinta-feira, janeiro 31, 2008

A tirania da investigação

A fábula de que um professor universitário tem que ser também um investigador está a acabar, pelo menos no Reino Unido. E ainda bem! Com o nosso atraso, esta onda chegará cá daqui a 10 anos. E pode ser que o Mariano Gago da altura se lembre então de rever o ECDU. Pode ser. Mas vou esperar sentado...

Mete-se pelos olhos dentro a falsidade da ligação entre a qualidade da investigação e a do ensino. Pois não há bastos exemplos de excelentes investigadores que são péssimos professores? Porque não há-de o contrário ser verdade?

4 comentários:

RS(Doctorices) disse...

E porque é que um professor não pode ser excelente nas duas ou vice-versa?

José N. Azevedo disse...

RS:

Eu não disse que não podia. E imagino que os haja. O que me revolta é que se subjugue tudo à investigação, é que se promovam os professores pelo seu desempenho na investigação, como se fosse a única coisa que contasse.

E revolta-me pelos efeitos que essa política tem nos estudantes. Um ensino centrado nos estudantes implica uma avaliação dos professores com base nas suas competências pedagógicas e nos resultados atingidos pelos alunos (não estou a falar de notas), e não no número de papers que publicou.

Anónimo disse...

A avaliação da qualidade pedagógica está a ser ponderada. Neste momento estão a discutir-se os critérios dessa mesma avaliação.

José Manuel N. Azevedo disse...

Imagino que sim, mas em que termos? E com que ligação aos estatutos de carreira docente?