Informação não é conhecimento.
domingo, fevereiro 24, 2008
terça-feira, fevereiro 12, 2008
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
quinta-feira, janeiro 31, 2008
A tirania da investigação
Mete-se pelos olhos dentro a falsidade da ligação entre a qualidade da investigação e a do ensino. Pois não há bastos exemplos de excelentes investigadores que são péssimos professores? Porque não há-de o contrário ser verdade?
segunda-feira, janeiro 21, 2008
O que é uma universidade?
“A university is what a college becomes when the faculty loses interest in students”
John Ciardi
Li esta reflexão num excelente artigo de Matthew Reisz no Times Higher Education sobre a ideia da universidade. Muito no contexto britânico, claro, mas com tempo para passar em revista os conceitos de Universidade de Newman (The idea of a University) e de Humboldt, e ainda elencar outros menos, digamos, ortodoxos, como o citado acima ou este outro de um vice-reitor da Birmingham City University:
higher education (...) consists, he suggests, of courses that are "difficult, stimulating, challenging and exciting" for students aged 18 and older arriving with two A levels.
Termino com mais duas referências, para mais tarde digerir:
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Respostas a Kirschner et al. (2006)
Mas já li a resposta de Stephen Downes (e vi o vídeo e os slides), e sei de um artigo de resposta na mesma revista do artigo original (Cindy E. Hmelo-Silver, Ravit Golan Duncan, and Clark A. Chinn. 2006. Scaffolding and Achievement in Problem-Based and Inquiry Learning: A Response to Kirschner, Sweller, and Clark (2006). Educational Psychologist 42(2), 99-107.)
Este pode ser um exemplo dos problemas de selectividade associados a uma aprendizagem sem orientação, mas eu prefiro assim...
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Como ensinar (quase) qualquer coisa a (quase) qualquer pessoa
Artigo provocador de Felder & Brent (2006):
Escrever objectivos de aprendizagem detalhados e dá-los a conhecer aos alunos. Esses objectivos devem especificar acções directamente observáveis e cobrir todas as capacidades (skills) que se pretende que os alunos dominem. Devem ser comunicados aos estudantes de forma a orientar o seu estudo e a a preparação para os momentos de avaliação.
Ensinar uma capacidade antes de a avaliar. Explicar e ilustrar o que se pretende, mostrar bons e maus exemplos e fazer os estudantes trabalharem em pequenos grupos para os criticarem, depois fazer momentos de avaliação formativa sobre esse conteúdo.
Usar grelhas (rubrics) para a avaliação sumativa de tudo o que envolva uma avaliação subjectiva por parte do professor. Quanto mais claro é o sistema de avaliação, melhor os estudantes correspondem às expectativas.
Se uma competência é importante, deve ser avaliada. Os estudantes só se empenham em aprender aquilo que é avaliado. Isso não é preguiça, é um comportamento racional.
A receita é simples e eficaz. Para a aplicar só é preciso tempo e organização. E vontade...
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Aprender a estudar
Estudar é muito importante,
mas pode-se estudar de várias maneiras....
Muitas vezes estudar não é só aprender
o que vem nos livros.
Estudar não é só ler nos livros
que há nas escolas.
E também aprender a ser livre,
sem ideias tolas.
Ler um livro é muito importante,
ás vezes urgente.
Mas os livros não são o bastante
para a gente ser gente.
É preciso aprender a escrever, mas também a viver, mas também a sonhar.
É preciso aprender a crescer,
aprender a estudar.
Aprender a crescer quer dizer:
aprender a estudar, a conhecer os outros,
a ajudar os outros,
a viver com os outros.
E quem aprende a viver com os outros
aprende sempre a viver bem consigo próprio.
Não merecer um castigo é estudar.
Estar contente consigo é estudar.
Aprender a terra, aprender o trigo
e ter um amigo também é estudar.
Estudar também é repartir,
também é saber dar
o que a gente souber dividir
para multiplicar.
Estudar é escrever um ditado
sem ninguém nos ditar;
e se um erro nos fôr apontado
é sabê-lo emendar.
É preciso em vez de um tinteiro,
ter uma cabeça que saiba pensar,
pois, na escola da vida, primeiro está saber estudar.
Contar todas as papoilas de um trigal
é a mais linda conta que se pode fazer.
Dizer apenas música,
quando se ouve um pássaro,
pode ser a mais bela redacção do mundo...
mas pensar é tudo!
Construtivismo no ensino das Ciências
Laburu et al., 2001. Controvérsias construtivistas.
Laburu & Carvalho, data?. Controvérsias construtivistas e pluralismo metodológico no ensino de Ciências Naturais.
Laburú & Arruda, 2002. Reflexões críticas sobre as estratégias instrucionais construtivistas na educação científica.
Carvalho, 2005. Construtivismo, pluralismo metodológico e formação de professores
para o ensino de ciências naturais.
Yamazaki & Yamazaki, 2006. Sobre o uso de metodologias alternativas para ensino-aprendizagem de ciências.
PS: As páginas disponibilizadas por Richard Felder são também importantes, neste contexto do ensino. Contém um inquérito para determinar o seu estilo de aprendizagem, e uma lista impressionante de artigos com maior e menor profundidade, dos quais destaco, como amostra, o divertido "Any questions?" e o provocador "How to teach (almost) anybody (almost) anything".



